Pois é! Nessa semana estreia oficialmente o Windows Seven no mundo todo.
Mas no mercado de Xinyang em Shanghai, já há vários camelôs com caixinhas contendo a nova versão do Windows em Chinês ou Inglês ou qualquer outra língua.
O preço? ¥20. Ou, simplesmente, 5 pila.
Esse é um problema recorrente não só na China, mas em todos os mercados. Principalmente os subdesenvolvidos, como o Brasil.
Na China, a consultoria IDC estima que 80% dos softwares vendidos lá sejam piratas. É simplesmente o dobro da média mundial. E aí quando dói no bolso, a galera se mexe. E foi o que a Microsoft fez há algum tempo, vendendo o Office 2007 e Windows 7 Home Basic originais a ¥199 (R$ 50) e ¥399 (R$ 100), respectivamente.
O problema é: o pirata custa R$ 5. O cara faz lá uma maracutaia e não precisa ativar nada e não perde funcionalidade nenhuma. E aí? Poucos serão os que vão se dispor a desembolsar os R$ 100 pelo Windows.
E R$ 100 é um preço que considero justo. Mas não será o preço praticado no Brasil. Na pré-venda tupiniquim do Windows 7, a mesma versão (Seven Home Basic) que na China é vendida por R$ 100, aqui será vendida por R$ 295,68 à vista ou R$ 329 em 10x.
E querem evitar a pirataria? No Brasil, o país onde ser esperto é o que conta? Nah. Esqueça.



A pergunta parece boba, mas não é: Se o preço do windows aqui caisse pela metade, a pirataria diminuiria a ponto de valer a pena para a Microsoft? Acredito que não, pois esse povo gosta mesmo é de “tirar vantagem”… e não desiste nunca..